🇵🇹 Margarida Maldonado Freitas recusa título de primeira-dama após eleição de António José Seguro
Mulher do Presidente da República eleito garante que a Constituição não prevê esse papel e reafirma vontade de manter vida profissional

António José Seguro foi eleito pelos portugueses como o próximo Presidente da República, tomando posse no dia 9 de março, e celebrou a vitória eleitoral na noite de 8 de fevereiro ao lado da mulher, Margarida Maldonado Freitas, e dos dois filhos do casal, Maria e António.
Em plena noite de euforia eleitoral, uma questão começou a ganhar destaque entre os jornalistas: que papel assumirá Margarida Maldonado Freitas enquanto esposa do Chefe de Estado? A resposta surgiu ainda antes de serem conhecidos os resultados finais e foi clara e direta.
Confrontada sobre a possibilidade de ser vista como “primeira-dama”, a farmacêutica, de 54 anos, rejeitou desde logo o rótulo. “Não há primeira-dama. A nossa Constituição não prevê primeira-dama”, afirmou, com um sorriso, evitando alongar-se sobre eventuais intervenções nas áreas da solidariedade social ou da cultura.
A posição agora assumida não é inédita. Em entrevista recente, António José Seguro já tinha assegurado que a mulher manterá a sua atividade profissional, marcando presença apenas “quando a exigência de Estado o justificar”. Após a confirmação da vitória, o Presidente da República eleito voltou a reforçar essa ideia, sublinhando o respeito pela independência da esposa. “A minha mulher é uma empresária independente, é uma mulher com vida própria e respeito isso”, afirmou.
Dona de duas farmácias e gestora de uma terceira, Margarida Maldonado Freitas tem uma carreira sólida nas Caldas da Rainha, local onde o casal continuará a residir, uma vez que António José Seguro revelou não ter intenção de se mudar para o Palácio de Belém.
Discreta, profissionalmente ativa e determinada a preservar a sua autonomia, Margarida Maldonado Freitas afirma-se como uma figura afastada dos holofotes institucionais, deixando claro que, no próximo mandato presidencial, o conceito tradicional de “primeira-dama” não fará parte do cenário.



