Adeus a um mestre: Morreu António Casimiro aos 91 anos
Cenógrafo, figurinista e artista plástico marcou mais de seis décadas de história no teatro, cinema e televisão em Portugal

Morreu António Casimiro, uma das figuras mais influentes da cenografia e das artes do espetáculo em Portugal. O artista tinha 91 anos e deixa um percurso notável que atravessou mais de seis décadas de criação artística, com contributos marcantes no teatro, no cinema e na televisão.
A morte foi confirmada pela Casa do Artista, instituição à qual mantinha uma ligação próxima e duradoura. Em 2024, a entidade prestou-lhe homenagem com a exposição “Percursos Dispersos”, uma mostra que recriou o ambiente do seu atelier e evidenciou a diversidade e profundidade da sua obra, num reconhecimento público da sua relevância artística e humana.
Uma referência incontornável das artes cénicas
Numa nota de pesar divulgada nas redes sociais, a Casa do Artista recordou também a participação ativa de António Casimiro nos seus órgãos sociais ao longo de vários anos. A instituição destacou o seu papel determinante na construção de universos cénicos que marcaram gerações de espectadores e ajudaram a definir a identidade visual de inúmeras produções nacionais.
Reconhecido como um verdadeiro mestre da cena, António Casimiro distinguiu-se pela capacidade de transformar conceitos em ambientes visuais únicos, afirmando uma assinatura estética própria e inovadora. O seu trabalho atravessou diferentes linguagens artísticas, consolidando o seu nome como uma referência fundamental no panorama cultural português.
Um legado que permanece
Com a sua morte, desaparece uma das grandes figuras das artes cénicas em Portugal. No entanto, permanece um legado criativo sólido e inspirador, que continuará a influenciar artistas, cenógrafos e profissionais do setor nas próximas gerações.



