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BCI e seus colaboradores vão mesmo sentar no banco do Tribunal

Tudo indica que o BCI vai enfrentar a justiça moçambicana

Arranca no próximo dia 18 de Maio, no Tribunal Judicial de Kampfumo, o julgamento de um caso que envolve o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e dois dos seus colaboradores, acusados pelo empresário Zanil Satar de o terem induzido a investir num grupo empresarial em colapso com base numa promessa de financiamento que nunca se concretizou.

No centro do processo está um alegado compromisso de disponibilização de 600 milhões de meticais, que teria motivado o empresário a avançar com investimentos avultados no Grupo Taverna. Confiando numa relação de quase duas décadas com a instituição bancária, Zanil Satar assumiu dívidas, reestruturou negócios e injectou recursos financeiros significativos na tentativa de recuperar as empresas.

Contudo, o financiamento prometido não chegou a ser concedido, situação que, segundo a acusação, contribuiu para a falência de várias empresas e resultou em centenas de despedimentos.

Em sede indiciária, o tribunal considera existirem elementos que apontam que os arguidos tinham pleno conhecimento das graves dificuldades financeiras do Grupo Taverna, que não possuía capacidade para honrar as suas obrigações junto do BCI. As dívidas estavam avaliadas em cerca de 100,9 milhões de meticais relativos à Nrim Hotelaria e 107,1 milhões de meticais da Sellfish Food.

Com o objectivo de garantir o reembolso destes créditos, gestores do banco terão aconselhado o empresário a solicitar o trespasse das dívidas do Grupo Taverna para o seu grupo empresarial, Mimmos. A operação foi efectivamente realizada, passando Zanil Satar a assumir a posição de devedor e a liquidar integralmente as obrigações do grupo falido.

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