“Marie” Sai de Cartaz em Tempo Recorde Após Fraca Aderência do Público
Documentário português é retirado da maioria das salas menos de uma semana após a estreia e enfrenta críticas à estratégia promocional e às opções editoriais

O documentário dedicado à vida da influenciadora digital Marie foi retirado da maioria das salas de cinema portuguesas menos de uma semana depois da estreia, registando um desempenho comercial muito abaixo das expectativas.
A informação foi divulgada pela apresentadora Ágata Rodrigues no programa Tarde das Estrelas, onde foram partilhados dados que apontam para uma adesão reduzida do público logo no primeiro fim de semana de exibição. O filme estreou a 12 de fevereiro e rapidamente perdeu espaço nas grelhas dos principais exibidores nacionais.
Segundo foi avançado em televisão, a retirada da longa-metragem partiu das próprias cadeias de cinema, que optaram por substituir o documentário devido à fraca procura. Neste momento, apenas o Cinema City de Alvalade mantém algumas sessões agendadas, sendo atualmente o único espaço onde o filme continua em exibição.
Críticas à promoção e ao conteúdo
Entre comentadores televisivos, as críticas centraram-se sobretudo na estratégia de lançamento e nas escolhas narrativas da produção.
A comentadora Ana Barbosa considerou que o trailer não despertava curiosidade suficiente para atrair espectadores, descrevendo-o como visualmente pouco dinâmico e incapaz de transmitir impacto emocional ou relevância narrativa.
Também a abordagem criativa do realizador João Marques foi alvo de análise. A decisão de não aprofundar temas sensíveis amplamente debatidos na esfera pública — como polémicas mediáticas recentes ou questões relacionadas com saúde mental — foi vista por alguns analistas como um afastamento das principais motivações do público. Para vários comentadores, essa escolha editorial poderá ter limitado o interesse geral e reduzido o potencial do documentário enquanto retrato aprofundado de uma das figuras mais mediáticas do momento.
Comentários mais incisivos
O comentário mais contundente partiu de Zé Gouveia, que ironizou com a curta permanência do filme em cartaz e questionou a sua dimensão cinematográfica. Na sua perspetiva, a obra não apresentaria escala ou impacto suficientes para justificar exibição em sala, sugerindo que teria um enquadramento mais adequado em ambiente doméstico.
A rápida saída das salas confirma, assim, um desempenho de bilheteira abaixo do esperado e levanta dúvidas quanto ao percurso futuro da produção fora do circuito tradicional de exibição.



