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Portugal Entre os Países da UE com Menor Poder de Compra e Forte Subida na Habitação

Dados da Pordata revelam que rendimento médio permite comprar menos de metade dos bens essenciais face ao Luxemburgo

Portugal é atualmente um dos países da União Europeia com menor poder de compra e o segundo onde os preços da habitação mais subiram desde 2020, segundo dados divulgados pela Pordata, com base em estatísticas do Eurostat.

A informação integra uma nova plataforma interativa lançada para assinalar os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, em 1986, permitindo comparar os 27 Estados-membros em áreas como população, economia, custo de vida, energia e ambiente.

Poder de compra entre os mais baixos

Apesar de Portugal apresentar um custo de vida abaixo da média europeia — sendo o 17.º país onde o cabaz de bens essenciais é mais barato — o poder de compra nacional é o sexto mais baixo da União Europeia.

De acordo com os cálculos da Pordata, o rendimento médio anual em 2023 (1.053,9 euros) permitiria adquirir o equivalente a 11 cabazes de bens essenciais. Em comparação, no Luxemburgo, o rendimento médio possibilita a compra de 24 cabazes.

Habitação dispara desde 2020

Portugal surge como o segundo país da UE com maior aumento nos preços da habitação desde 2020 (24,1%), apenas atrás da Grécia (29%). Em sentido inverso, a Finlândia registou a maior descida, com casas 16,3% mais baratas em 2024 face a 2020.

Economia cresce, mas produtividade continua baixa

Entre 2020 e 2024, o PIB per capita português cresceu 40% em valor nominal e 10% em termos reais — o sexto maior crescimento da UE. No entanto, a produtividade do trabalho permanece entre as mais baixas, ocupando a 19.ª posição europeia. Cada trabalhador contribuiu, em média, com 47,7 mil euros para o PIB em 2024, muito abaixo dos 194,4 mil euros registados na Irlanda.

Ambiente: menos emissões, mas reciclagem aquém

No plano ambiental, Portugal é o terceiro país da UE que menos emite gases com efeito de estufa (4,8 toneladas por habitante). Contudo, apresenta a sétima taxa de reciclagem mais baixa, com 30,7% dos resíduos urbanos reciclados — longe de países como a Alemanha (68,7%) ou a Áustria (62,8%).

Os dados reforçam o contraste entre crescimento económico e desafios estruturais, sobretudo no poder de compra e no acesso à habitação, áreas onde Portugal continua abaixo da média europeia.

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