Noticias

Sandra Felgueiras denuncia falhas após cheias: “Isto não pode continuar a acontecer”

Jornalista da TVI relata momento de perigo durante reportagem e exige responsabilidades pela falta de prevenção nas infraestruturas

Sandra Felgueiras mostrou-se indignada com as cheias e o colapso de estradas que afetaram várias regiões de Portugal nos últimos dias, na sequência do mau tempo. A jornalista da TVI esteve no terreno a acompanhar os estragos provocados pelas intempéries e partilhou um testemunho forte nas redes sociais, onde questiona a eficácia das medidas de prevenção implementadas no país.

Conhecida pela postura firme na informação televisiva, Sandra Felgueiras explicou que é no terreno que sente cumprir verdadeiramente a sua missão. No desabafo, destacou o contraste entre a serenidade exigida perante as câmaras e o impacto emocional da realidade vivida. Apesar da compostura profissional, admitiu que o cenário presenciado foi profundamente perturbador.

Durante a cobertura, a própria equipa da TVI esteve em risco. Um caminho por onde circulavam transformou-se subitamente numa ribeira, devido à força das águas, colocando todos em perigo. Segundo relatou, só evitaram um acidente grave porque ainda existia alguma visibilidade no local. O episódio evidenciou a rapidez com que as condições meteorológicas se agravaram e a vulnerabilidade humana perante fenómenos naturais extremos.

Mais do que o susto, a jornalista dirigiu críticas à gestão do território e à execução de medidas preventivas. Para Sandra Felgueiras, não basta emitir avisos ou falar em planos de prevenção quando infraestruturas continuam frágeis. Questionou a segurança das margens do Mondego, a resistência das autoestradas e a eficácia das obras públicas, defendendo que determinados colapsos não deveriam ocorrer no século XXI.

Determinada a procurar respostas, garantiu que irá investigar o que falhou nos planos de contingência e recuperação que, segundo afirmou, já estavam definidos. A intervenção transformou-se num apelo à responsabilização e à transparência, levantando uma questão central: se os planos existiam, por que razão não evitaram os danos agora registados?

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo